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Como num fechar de olhos, em que o “Pensamento” nos transporta...Para um futuro passado ou para um passado do futuro, mas com o presente sempre presente, passando pelo (in)consciente e pensamento de cada um que se entregue à viagem dos sons e das palavras do “Pensamento”.

Na busca de uma sonoridade, a renovação de sons e instrumentos de tradição e do passado, fazem-se sentir através de uma viagem de boleia nas novas tecnologias.

O “Pensamento” é no mínimo apaixonante... mas não só...O “Pensamento é liberdade, é inquietação, é o antes de tudo, é o primeiro...é a única coisa que cada um tem seu e só seu...é a possibilidade de ter alguma coisa só nossa, que ninguém vê, que ninguém toca...Semeamos pensamentos para colher desejos, sonhos, vontades...

Ou seja é a pensar que partimos para a vida, acordamos e adormecemos a pensar...quase sempre é assim...é ou não é??

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João Só nasceu em Coimbra e mudou-se aos nove anos para Lisboa.

Ouve de tudo mas faz questão de cantar e compor em português. As suas influências vão dos Beatles aos GNR, passando pelos Oasis, Clã, U2, Sérgio Godinho, Tom Petty, Rui Veloso, Elliot Smith, Quarteto 1111, Los Hermanos, Elvis Costello e Jorge Palma.

Escreveu a primeira música aos 15 anos e desde aí nunca mais parou. Em Janeiro de 2008, juntou-se aos Abandonados e gravou o seu álbum de estreia. O álbum "João Só e Abandonados", saiu no final de 2009 pela Arthouse/Valentim de Carvalho.

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"Como multi‑instrumentista, compositor e produtor, ao longo de 30 anos de carreira, Júlio Pereira tem norteado a sua preocupação artística por parâmetros que tomam como referência a universalidade das manifestações culturais.

O que, de forma nenhuma, contraria a importância do seu trabalho no âmbito da música tradicional portuguesa e da consideração étnica dos sons e das suas raízes. É que esse trabalho sempre teve como horizonte a incorporação da tradição portuguesa nas correntes estéticas que marcam as sucessivas “contemporaneidades".

Assim, as suas obras de autor, concretizadas em 17 discos de longa duração, depois de reflectirem a importância da inovação musical dos anos 70, centraram‑se num trabalho de recuperação renovadora dos sons dos instrumentos tradicionais “quase perdidos” — de que os mais paradigmáticos exemplos são Cavaquinho (1981), Braguesa (1982) e O meu bandolim (1992) —, bem como, sobretudo a partir dos anos 90, na associação desses sons a (sempre) novas soluções acústicas — como Rituais (2000) significativamente documenta. O que o situa, para além de figura incontornável na música portuguesa das últimas décadas do séc. XX, como um músico do novo século.

Embora o seu trabalho, a partir do disco "Cavaquinho", não se tivesse cruzado com a melodização de textos, a sua selectividade poética levou-o a fazer um disco - Faz-de-conta - que se cruza com nomes nucleares de autores de língua portuguesa, como Eugénio de Andrade e Vinicius de Moraes.

Graffiti, o seu novo disco, para ouvir no início do novo ano, retoma o som das palavras e associa as mais significativas vozes da música portuguesa ao trabalho de Júlio Pereira, depois de Geografias (2007), que marcou definitivamente a universalidade do compositor e o regresso ao palco do instrumentista.

A atestar a sua experiência e o seu testemunho musical, referem‑se a quase centena de discos em que interveio como instrumentista, orquestrador ou produtor. Não sem deixar de referir a importância da sua íntima ligação à carreira de José Afonso, a partir de finais dos anos 70, bem como a sua participação em trabalhos conjuntos com Pete Seeger e The Chieftains" e ainda Kepa Junkera, Chico Buarque, Dulce Pontes, Sara Tavares, Carlos do Carmo..."(João Luís Oliva)

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"Zoetrope" regista em CD e DVD o espectáculo que os Micro Audio Waves e o coreógrafo Rui Horta criaram em conjunto.

O espectáculo foi estreado em Portugal, em Janeiro de 2009, tendo a ante-estreia decorrido em Moscovo, ainda em Dezembro de 2008: " Zoetrope é um espectáculo total que pode ser visto como um concerto encenado, uma produção coreográfica ou uma performance multimédia".

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O novo álbum de Kátia Guerreiro recupera temas antigos, numa homenagem aos fados imortalizados de Tony de Matos, Natércia da Conceição, Teresa Silva Carvalho, Hermínia Silva, João Ferreira-Rosa, Milú, Max e Amália Rodrigues.

Gravado nos estúdios Vale de Lobo, de Rui Veloso, "Os Fados do Fado" conta com a participação do músico convidado António Mão-de-Ferro, guitarrista de blues.

«Para este novo álbum decidi recuperar temas antigos do fado, muitos deles esquecidos nos últimos tempos, que trarão aos amantes mais antigos do fado boas recordações e, para as novas gerações, uma boa descoberta.

Procurei imprimir a emoção que cada um dos fados me transmite. O meu desejo é que, ao revisitarem estes temas, sintam o mesmo prazer que eu senti ao cantá-los.»

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"Amores e desamores, amantes e amigos, viagens e passeios: B Fachada cumpre a promessa e edita ainda em 2009 aquele que, não sendo só sério, é o seu primeiro álbum a sério. Cobre-se de cores outonais, aconchega-se em invernosa prudência e revela com imperturbável clareza a dimensão de um talento que só os mais esperançosos anteciparam nesta exacta medida, toda ela transbordante, impetuosamente juvenil e impossivelmente vivida.

Há um par de anos que B Fachada vem semeando campos. E é da ordem natural das coisas que se provem uns mais férteis do que outros. Por isso, que não se sobressalte quem não apanhou todas as trovas que ao vento lançou. Até porque – nos early years mais irredutíveis que se possa imaginar (EP “Até-Toboso”, Merzbau, 2007; EP “Sings the Lusitanian Blues”, Merzbau 2008; EP “Mini CD (Produzido por Walter Benjamin)”, Merzbau 2008; EP “Viola Braguesa” Merzbau/FlorCaveira 2008; CD “Um Fim-de-Semana no Pónei Dourado”, FlorCaveira 2009) – nem todas indiciavam um domínio tão efectivo da arte da canção quanto aquele que por ora atinge, nem tal propósito serviam.

Confortavelmente homónimo, “B Fachada” – o álbum – é o retrato de quem esperou pela passagem das estações, de quem teve temperança na hora da colheita e soube aproveitar só a fruta madura. Escolheu materiais, acumulou contos, duvidou de algumas coisas e ouviu muitas outras.

Nos poucos meses passados desde “Um Fim-de-Semana no Pónei Dourado” testemunhámos um processo que, à falta de termo mais exacto e menos dependente da nossa própria perspectiva, qualificaríamos como… humilde. Longe da contrição, esta humildade em Fachada é de natureza mais prática: valorizar o trabalho, aguçar os sentidos, analisar com rigor o que havia feito e o que desejava vir a fazer, aperfeiçoar-se constantemente.

Agora que do estúdio regressou com estas canções tingidas de dourado, necessariamente reflexivas mas nem por isso austeras, percebemos que o seu inverno é só um estado em que derrama luz de forma mais doce e concentrada.

Fachada – sem que por isso se pareça especialmente interessar – obriga-nos a reflectir sobre o tempo. Não é todos os dias que chega um álbum com pouco mais de meia hora capaz de relembrar que a duração de um disco é infinitamente multiplicável.

Nessa medida, estas onze canções apontam para um futuro em que, como sempre nestes casos, são a única certeza. Simultaneamente, actuam de forma retroactiva num nostálgico folhetim em que cabem as melhores páginas de um cancioneiro tão recente quão recente é a sua descoberta. Tudo isto terá implicações extraordinariamente profundas, mas, no mínimo, aponta para que o tempo em que vive não possa ser o mesmo em que vivem os outros. Isto é, não é costumeiro – nem aqui nem em lugar algum – que um só activista transtorne assim um ano de música.

Mas nem tudo em Fachada gira em torno de si. Por mais assimiladas no seu léxico autoral que estejam, há por aqui inúmeras referências que, em brincadeira, consideramos sacudir o pó a muitas décadas. Da melodia de ‘Queda do Império’ de Vitorino em ‘A Velha Europa’ aos acordes do ‘Lean on Me’ de Bill Withers na introdução de ‘Só Te Falta Seres Mulher’ – e que os títulos se adeqúem foi tudo menos premeditado, garantimos – há um imenso gosto em evocar, de que o ‘Responso Para Maridos Transviados’ é o exemplo evidente.

E a cada dia que passa há mais gente a encontrar provas do que nem se imagina intencional: que ‘Kit de Prestidigitação’ pega no ‘Manual de Prestidigitação’ de Mário Cesariny, que ‘A Bela Helena’ é um blues sacado a Louis Armstrong e King Oliver ou que a capa pisca o olho ao ‘Baile no Bosque’ dos Trovante.

E por aí fora conforme mais gente tiver o disco nas mãos. Porque, no limite, é isso que Fachada faz melhor: simular que é – ou que deveria ser – feito por si o mundo que há já na cabeça de cada um. E todos sabemos ser essa a maior ilusão da pop... E a sua maior subtileza."

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"Se António fundia Braga e Nova Iorque, Samuel atravessa Dylan e Paião, Vitorino e Waits. Se Variações soube pôr mundo no Minho, Úria põe este mundo no outro, e o outro neste, e tudo em breves canções orelhudas. Mas, por favor, nada de mal-entendidos.

Este artista é de sínteses, não é sintético. Isto é música muito humana, de carne e osso, verdadeira e impura, cordas, respirações, arranhões, falsetes. Um cantautor a sério a brincar com o seu tesouro. O quê, nomes, História? Bem, vamos a isso: Zeca Afonso, António Variações, Sérgio Godinho e – Samuel Úria. Sim, isso mesmo. E não, não é nenhum “por exemplo”.

Esta música não tem medo de atacar o clichê mesmo no meiinho, naquele ponto onde ele é mais sensível. Vira-o, desvira-o, reinventa-o de tal maneira que, quando damos por nós, estamos a olhar-nos ao espelho destes monumentos disfarçados de coisa respigada.

Para os alternativos, fica o aviso: não se assustem com o aparato de produção, não há aqui nenhum “compromisso”, nenhuma “cedência”. Pelo contrário, este “Nem Lhe Tocava” (que título do caraças, meu) é objecto perigoso, perigosíssimo. E, para os convencionais, só um recado: ouçam sem preconceitos, sem pressas, com a calma possível, no meio do mundo, e depois vejam que tal.

Em verdade vos digo, Samuel Úria é tão bom que devia ser proibido. Ele compõe, escreve, toca, canta, teatra, arranja, dispara mais rápido que qualquer sombra, faz tanto e tudo bem. Mais que bem, brilhantemente, incrivelmente, genialmente, despretensiosamente. Mas, pois, não me puxem pelo advérbio.

Podia falar de “Não arrastes o meu caixão” – quando primeiro a ouvi, arrisquei que era um fado-spaghetti, agora não sei se não será mais um western-sarrabulho – ou de “Rua da Fonte Nova, 171” – um ar-de-blues ao mesmo tempo comovente e contido – ou de “Teimoso” – sucesso pop em falsete fabuloso que põe Beck e PREC na mesma faixa –, mas, num disco destes, é demasiado difícil escolher só uma canção, só duas, só três. À volta de “Nem lhe tocava” devia haver uma fita vermelha com o aviso: aqui há mesmo 12 canções.

Não, para falar desta grandeza, temos de nos socorrer dos clássicos, não há hipótese. Samuel Úria diz-se “músico ligeiro”, mas o facto é que estas canções conseguem, e citemos Drummond, “erguer-se em arco sobre os abismos”.

Jacinto Lucas Pires

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"A edição é uma actividade extremamente atraente e complexa nos seus variados desafios. Concretizar uma ideia musical numa edição é um somatório de etapas que começa com uns acordes soltos e termina com a obra a multiplicar-se de ouvido em ouvido. O processo envolve uma teia de talentos, de ilusões e de acasos.

A Optimus Discos assumiu na sua fundação o objectivo de viabilizar editorialmente, uma série de bandas e artistas que, dia após dia, não resistem ao impulso criativo e fazem crescer as suas ideias ao ponto de ser um ultraje não as revelar.

O País em que vivemos está repleto de música a necessitar de atenção e embora órfãos de cumplicidade estatal, os músicos vão conseguindo criar pólos de interesse notáveis em áreas tão distantes quanto o tradicional ou a electrónica experimental. As 24 edições promovidas durante este ano nesta plataforma são apenas pistas para essa descoberta.

Em poucos meses, estas canções tornaram-se propriedade de todos os usuários, foram traficadas, usadas e trespassadas de mão em mão. Mais de 300000 downloads realizados em 6 meses são um estímulo importante para esta experiência editorial e fundamental na preparação do plano para 2010.

Num claro tributo ao ideal do “direito à diferença”, usem e abusem desta nova série".

Henrique Amaro

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No ano em que assinala os 25 anos da morte de um dos mais talentosos poetas portugueses, Mafalda Arnauth, Susana Félix, Viviane e Luanda Cozetti reúnem-se para homenagear José Carlos Ary dos Santos.

Numa selecção de 11 temas do vasto legado de Ary dos Santos, Rua da Saudade apresenta nova roupagem de canções singulares como Estrela da Tarde, Retalhos, Cavalo a Solta, entre outras. Um projecto único para se ouvir da primeira à última música, com interpretações que tocam diferentes sonoridades do pop, ao fado, passando pelo jazz e até o ritmo da bossa nova.

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Oriundos de Santiago do Cacém e apadrinhados pelos Xutos&Pontapés em 1996, os K2o3 lançam pela mão de TIM e com edição da EL TATU, o álbum de estreia intitulado “És capaz”.

A banda faz várias primeiras partes dos Xutos, vários concertos de norte a sul e em 1999 editam o segundo trabalho de nome “Grita”.

São actualmente uma das mais respeitadas bandas punk rock nacionais, com o estatuto de banda de culto, que frequentemente tem centenas e por vezes milhares de pessoas nos seus concertos, apesar de actuarem num circuito mais alternativo.

2009 marca o regresso dos K2o3 às lides discográficas com o novo álbum intitulado "No fio da navalha", editado e distribuído pela editora Infected Records DIY. Neste momento estão a ser agendados vários concertos que levarão os K2o3 de norte a sul do país por forma a promoverem o seu mais recente trabalho.

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Arre! DIABO NA CRUZ virou tudo. E não é só aquela minhota da capa que de repente se vê num tempo para o qual não tinha bilhete de entrada: é Jorge Cruz a escapar à sua própria biografia e – transformando pó em pátina – a desenterrar uma realidade prematuramente hibernante.

Que o faça jubilando memórias e inebriando cúmplices de tendências tão diversas é um pequeno acontecimento. Mas que tenha colocado a voz de Vitorino a abrir o disco – quase como quem vem anunciar um programa de festividades – implica já façanha de outra importância: porque não é fácil arregaçar mangas, enfiar braços pela garganta de uma tradição adentro, de lá arrancar um pedaço de entranhas e esperar que com isso lhe bata mais forte o coração.

O DIABO NA CRUZ escolhe a História da Música Popular Brasileira como exemplo e a música anglo-saxónica como influência incontornável. "Acredito que existam muitas outras maneiras de convidar a Música Moderna Portuguesa a encontrar-se com a sua raiz. Pois que venham elas!”. Esta é a de DIABO NA CRUZ.

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