Detentores de um rock alternativo experimental com influências indie, os Bass-Off são provenientes das Caldas da Rainha e lançaram recentemente para o mercado o álbum de estreia intitulado “Ohmónimo”.
Composto por nove faixas, este álbum é o resultado da participação vitoriosa na edição de 2008 do mítico Festival Termómetro, organizado por Fernando Alvim, e da conquista do primeiro lugar no concurso MTV/Levi’s 501 Live Unbuttoned.
O single do álbum, “Whatever”, é o cartão-de-visita deste trabalho onde as guitarras rasgantes se aliam ao noise e ao rock puro e duro que a banda faz questão de protagonizar.
Os Bass-Off surgiram em 2004 pelas mãos de Joe (guitarra e voz), Né (guitarra e voz) e Nuno (bateria e voz) que no mesmo ano gravaram o primeiro EP intitulado “Life is an EP”.
O registo valeu-lhes uma actuação no Festival Gorumelo Rock, em Espanha, com os Yellow W Van e a abertura dos concertos de Pedro Abrunhosa. Dois anos mais tarde, a banda volta a estúdio para apresentar o segundo EP “Rouge” que lhes permite nova incursão à terra de nuestros hermanos para um espectáculo na Sala Mercantil, em Badajoz.
Em 2009, os Bass-Off sobem ao palco do Super Bock em Stock e já no início deste ano concretizam um conjunto de datas em Londres.
"No Jogo da Quimera" é o primeiro single do segundo álbum de originais dos peixe : avião, intitulado "Madrugada".
O tema foi revelado a 17 de Maio de 2010, e está também disponível para download gratuito no novo site da banda em www.peixeaviao.com.
O sucessor de"40.02" foi gravado e co-produzido nos estúdios Valentim de Carvalho por Nélson Carvalho, culminando uma colaboração que se iniciou em Abril de 2009. O disco chegará às lojas em Setembro do presente ano.
Formada no verão de 2007, período durante o qual gravaram também o seu primeiro trabalho, o EP "finjo a fazer de conta feito peixe : avião", a banda de Braga conseguiu captar rapidamente a atenção de um público considerável para um projecto estreante, através da internet, no myspace e nos seus primeiros concertos.
A celeridade do crescimento levou também ao convite para integrar a colectânea "Novos Talentos FNAC 2008".
Do sucesso inicial, surgiu a possibilidade de gravar o primeiro álbum de longa duração, duração essa que veio a ser o próprio nome do disco.
Em 2008 e 2009, "40.02" permitiu à banda continuar a crescer e conseguir mais visibilidade, através da passagem dos singles "a espera é um arame" e "camaleão" pelas rádio nacionais e de concertos por todo o país, entre os quais o Festival Super Bock em Stock 2008 e o 10º aniversário da FNAC em Portugal, no Pavilhão Atlântico.
"40.02" foi também um sucesso junto da crítica, tendo figurado nas várias listas de melhores discos do ano. Foi considerado o disco do ano para a RUC, RUM e o 5º disco de 2008 para os leitores da revista Blitz.
A carreira dos Mind da Gap é um caso raro de persistência e sucesso.Desde o seu nascimento em 1993, ainda como Da Wreckas, a banda não parou nunca de crescer, sem nunca ter deixado de ser fiel aos seus princípios, evitando os caminhos mais fáceis e as mais vãs tentações.
Foi sempre o amor ao Hip Hop que os moveu, e o acreditar que havia espaço para a afirmação do género entre nós que determinou a forma decidida como estruturaram a sua carreira.
Em 1994, depois de terem recusado participar no “Rapublica”, gravam a sua primeira maquete como Mind da Gap e causam desde logo grande impacto no meio, chegando ao primeiro lugar do top de ouvintes do Rapto ( programa de radio de José Marinho e referência máxima do movimento em Portugal), onde permanecem durante inúmeras semanas, com “Piu Piu Piu”.
Assinam contrato com Nortesul e gravam o seu E.P. estreia que é editado no inicio de 95. O talento da banda é inegável, os seus instrumentais surpreendentes, e o estilo dos seus rappers único, mordaz e promissor na forma como aproveita o potencial fonético da nossa língua.
A sua estreia em álbum aconteceu em 97 com “Sem cerimónias” e foi sem dúvida um momento decisivo para o Hip Hop nacional.
O entusiasmo gerado pelo sucesso do “Rapublica” tinha dado lugar ao cepticismo e à desconfiança em relação ao género, depois de apostas que não passavam de aproveitamentos pouco sérios do entusiasmo inicial terem falhado e, numa altura em que o investimento editorial no Hip Hop nacional era praticamente nulo, os Mind da Gap oferecem-nos o seu primeiro grande exercício de qualidade e maturidade estética.
Enquanto muitos desistiam o colectivo reforçava a sua vontade de impor o género entre nós e, com a cumplicidade da sua editora investiam como nunca ( a contratação do eng. Nova-iorquino Troy Hightower para misturar o disco é prova disso) na execução de um álbum que viria a ser o primeiro momento sério e definitivo do Hip Hop português.
Depois de “Sem Cerimónias” nunca mais o movimento seria o mesmo, e a fasquia era agora mais alta do que alguma vez se teria pensado anteriormente.
Em 2000 surge “A Verdade” e, mais uma vez os Mind da Gap crescem e inovam. Instrumentalmente Serial confirma-se em definitivo como um produtor genial capaz de surpreender constantemente, tendo em Ace e Presto os aliados perfeitos, conseguindo que o discurso da banda seja cada vez mais coeso, fluido e acima de tudo personalizado.O Português parece agora uma língua desenhada para o género…
Chega 2002 e “Suspeitos do Costume”. A maturidade da banda é inquestionável, a sua segurança impressionante, a sua coesão impar.
A fasquia volta a subir e este novo registo afirma-se como uma obra maior, o momento de maior génio do Hip Hop nacional. Um álbum que ultrapassa os limites naturais do movimento e que duma vez por todas coloca a banda como uma das referências fundamentais da mais jovem geração nacional. Isso leva “Suspeitos do Costume” a alcançar o galardão de disco de prata...um feito pioneiro no hip hop nacional.
A banda desdobra-se em concertos, corre o país de norte a sul, angaria cada vez mais militantes, consolida como nunca o género por todo o território nacional e prova duma vez por todas, apesar de inúmeras resistências, que existe espaço para o movimento no mercado discográfico português.
Em 2006 depois de 4 anos, de sucesso, na “estrada”, os MDG voltam com um novo e entusiasmante álbum, onde se reforça e aumenta toda a maturidade e crescimento artístico dos seus elementos.
Produzido, como sempre, por DJ Serial e acompanhado pelas rimas de Ace e Presto, as canções de “Edição Ilimitada”, o nome dado a este novo registo, edição NorteSul, tiveram o “toque” de Troy Hightower que misturou o álbum e que volta assim a colaborar com os MDG.
O 1º single “Não Stresses” é um tema forte e actual, já figura nas inúmeras canções “clássicas” dos MDG e do Hip Hop nacional. A prova de tudo isto, é a sua nomeação para os prémios MTV European Music Awards 2006, na categoria de Best Portuguese Act.
2010, traz de volta os Mind da Gap aos discos com "A Essência"!
Andarilhos é um grupo musical que promove e divulga a música portuguesa de cariz tradicional. Com base na etnografia e nos instrumentos tradicionais, o grupo interpreta e recria temas que fazem parte da identidade musical portuguesa, fazendo prevalecer a energia contagiante das gentes que tocam e cantam rodopiando.
Fruto do convívio entre tocadores baionenses, o grupo forma-se em 1991. O projecto é reestruturado em 1997 dando origem à actual formação e aposta na convergência entre chulas, carvalhesas e tudo o resto da música tradicional portuguesa com as vivências actuais, recorrendo à fusão com estruturas musicais além fronteiras.
Os Andarilhos, são um misto de "arruada", com instrumentos como a gaita-de-foles, caixas, bombos e castanholas e um espectáculo de palco, onde estão presentes variados instrumentos tradicionais, onde se salientam os cordofones e as vozes.
O grupo procura não somente recriar os temas populares mais conhecidos do grande público, como outros, fruto de várias recolhas etnográficas efectuadas. Constitui também um tributo a alguns dos autores/compositores que melhor souberam beber dessa inspiração.
"Pesadelo Em Peluche teve como ponto de partida o livro The Atrocity Exhibition (A Feira de Atrocidades), de J. G. Ballard, e a questão aí levantada da nova percepção do real que o panorama mediático e cultural instituído pela moderna comunicação de massas induz no indivíduo.
É sobejamente conhecida a anedota do miúdo urbano que se espanta ante a visão de uma galinha viva porque só a figurava depenada e dependurada nos talhos e nos supermercados.
Da mesma forma, com o devido reajuste de escala, que traços de personalidade são sulcados no sujeito diariamente exposto às imagens choque de guerras, acidentes, crimes ou catástrofes naturais que enchem os noticiários televisivos, aos paradigmas produzidos pela publicidade na permanente exaltação de objectos quotidianos como o champô, o automóvel, os destinos de férias ou os gadgets tecnológicos, aos mexericos emocionais da vida privada de vedetas televisivas e demais figuras públicas constantemente expostos nas capas das revistas e nos escaparates dos quiosques, aos infindáveis cenários de auto-estradas, engarrafamentos, viadutos, aeroportos e vastos bairros uniformes que lhe marginam as jornadas casa trabalho?
Essa matéria visual da cultura mediática e os novos desejos e padrões psíquicos que fomenta constituem o cerne das histórias contidas nas canções e também a premissa para a sua composição, desenvolvida a partir de algumas das matrizes que os últimos 30 anos da história do rock fixaram.
Assim, os riffs ou as batidas à maneira de servem para enquadrar narrativas psicóticas onde a pulsão sexual é alimentada por estranhos fetiches e a morte não passa de uma ficção conceptual carregada de encantos obscenos.
Como se, perdido o equilíbrio genésico, a vida se transmutasse num perturbante pesadelo de desconcerto numa mente entorpecida pelo peluche do conforto." (Adolfo Luxúria Canibal)
A mais recente face do viveiro criativo que gira entre Braga e Barcelos, chama-se Indignu.
Depois de uma fase embrionária até 2007, de um primeiro EP e de bastante estrada, o embrião passou a feto, surgindo o quarteto em 2010 com o primeiro rebento.
"Fetus in Fetu", atesta a maturidade de um quarteto, que em tocantes momentos, cruza palavras de valter hugo mãe, com post rock e que tanto nos conduz por fortes ambientes sonoros, como nos leva a viajar suavemente por paisagens idílicas.
Com a chegada da Primavera de 2010, Pedro Abrunhosa prepara a segunda partida: a que vai levá-lo “Longe”, mais de uma dezena e meia de anos depois de ter iniciado as suas “Viagens” junto do grande público.
Inquieto, fiel ao impulso criativo, refractário ao comodismo e às fórmulas resolventes, consegue a proeza de mudar tudo sem renegar nada – nem tal faria sentido, depois de um percurso que passou pelo “Silêncio” e pelo “Palco”, pela “Intimidade”, aliado do “Tempo” a cada “Momento”, seguidor da “Luz” natural que o músico sempre fez questão de partilhar, com outros músicos e, sobretudo, com o público.
Foi nesta passada conhecida e reconhecida, premiada e aplaudida, activa, sempre mais do que reactiva, que Abrunhosa decidiu – outra vez – tomar nas mãos o seu destino.
Mudou de equipa técnica, convocando João Bessa para seu parceiro no apurado trabalho de estúdio que faz de “Longe”, um álbum “de estrada” no velho sentido que os rockers americanos atribuem à expressão, um disco de estonteante proximidade.
Encerrou o ciclo Bandemónio, reunindo à sua volta o Comité Caviar (Cláudio Souto nos teclados e órgão, Marco Nunes e Paulo Praça nas guitarras, Miguel Barros no baixo, Pedro Martins na bateria e na percussão, Patrícia Antunes e Patrícia Silveira nos coros), fundamental na gravação, decisivo a partir de agora, quando for dada a luz verde para o novo ataque aos palcos.
Mudou de som – mas esse é domínio para que cada um julgue, em consciência, a coragem e a iniciativa de um músico que, sem compromissos que vão além da sua consciência e convicção, sabe conviver com o melhor de vários mundos: citem-se, como meros exemplos, as conquistas do Prémio Arco-Íris, atribuído pela Associação ILGA Portugal para distinguir a canção “Balada de Gisberta”, e do Prémio Telemóvel de Ouro, pelo recorde de downloads das suas músicas.

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